Debates sobre custeio e contribuição sindical dão início aos trabalhos no segundo dia do CNSE

Os trabalhos do segundo dia do 34º Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais do Comércio de Bens e Serviços (CNSE) começaram com os talks shows “Produtos e serviços são a saída para o custeio sindical”, com o consultor Alberto Pereira Gaspar e a advogada da Divisão Sindical da CNC, Lidiane Nogueira, e “Contribuição Sindical”, com a especialista em Direito Econômico, Celita Oliveira Sousa. Os mediadores dos debates foram o presidente do Sindilojas Rio de Janeiro, Aldo Carlos de Moura Gonçalves, e o assessor jurídico do Sindilojas Blumenau-SC, Nelson Hamilton Leiria, respectivamente. O 34º CNSE segue até sexta-feira, dia 25 de maio, no Centro de Convenções de Bonito-MS.

Para o consultor em gestão da Gaudium Consultoria, Alberto Pereira Gaspar, produtos e serviços são boas opções, mas não as únicas, um fator importante é a reorganização. “Para oferecer produtos e serviços é preciso conhecer bem a base e ter bem definida a sua missão, porque você pode acabar prestando um serviço que não tem muito a ver com a sua atuação. Tendo esses cuidados é um belo caminho a ser trilhado. A reorganização também é fundamental, tanto a estatutária quanto a administrativa, porque com mais representatividade da categoria, mais melhoria da base, é possível prestar um serviço melhor”, explica.

Lidiane Nogueira falou da importância das entidades sindicais se reinventarem neste momento. “Houve uma queda de quase 80% nas arrecadações, em todo o País, por isso precisamos criar novas formas para o custeio sindical. A nossa meta deve ser a autossustentação, buscando recursos próprios, adotando a postura de sindicato-empresa. Precisamos fazer pesquisas para atender bem a categoria e focar na defesa de um ambiente de negócios favorável à competitividade do comércio de bens, serviços e turismo e ao País”, afirma.

A advogada econômica Celita Oliveira Souza, que falou sobre “Contribuição Sindical” reforçou a aplicabilidade da nova lei trabalhista. Outra abordagem foi a recomendação de como otimizar serviços e produtos dos sindicatos para melhorar as finanças do caixa. “Encaminhar as guias para as empresas chamando a atenção para os prazos, comunicar os benefícios e serviços ofertados pela instituição e que não serão oferecidos para quem não é filiado, podem ser opções para melhorar a rentabilidade”, sugere Celita. “Essas ofertas já devem constar nas guias, pois os empresários recolhem bem a contribuição desde que tenham contrapartida, desde que tenham reciprocidade. Os sindicatos têm uma gama imensa de iniciativas para lançar mão nesse momento”.

34º CNSE – O Congresso traz importantes nomes para debater temas que permeiam o comércio de rua, shoppings, novas propostas de processo em gestão para sindicatos patronais, por meio de cases dos grupos de trabalho, durante os três dias de encontro.

Presidentes de Sindicatos Empresariais e de Federações do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de todo o País participam de intensa programação técnica, com palestras e debates, tendo como tema central “Sindicalismo Pós-reforma Trabalhista – Novos Desafios”.

O Congresso é uma realização do Sindivarejo Campo Grande, com o apoio da Fecomércio-MS, Sesc, Senac, CNC e patrocínio do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e do Sebrae.